CRONOGRAMA

 

18 de novembro (Terça-feira: manhã)
08:00 - 08:30 Credenciamento - Local: bloco 1I sala 235

08:30 - 11:00 Comunicações - Local: bloco 1I sala 235

Mediação: Kenia França (UFU – NUPPE)

 
Sérgio Ricardo Fernandes Rodrigues (UFU – NUPPE)
"O processo de criação em Arte permeado pela visualidade carnavalesca"
A visualidade espetacular dos desfiles das Escolas de Samba,fruto de múltiplos processos criativos, desde a infância afetou meu imaginário e estimulou o exercício de criação. Nas proposições em Artes Visuais, tenho recorrido à esta visualidade, por meio da memória, observação e materialidade, e me apropriado de imagens e objetos, reconstruídos e ressignificados nessas experimentações. Entender os percursos de criação deste processo, seus diálogos com a linguagem pictórica e seus possíveis desdobramentos tem sido o foco das minhas reflexões e pesquisas.
 
Flaviane Malaquias (UFU – NUPPE)
“Afro-silhuetas/Uberlândia: diálogos da memória e patrimônio em processo criativo”
A comunicação em questão gira em torno da pesquisa plástica e visual que desenvolvo ao transformar figuras negras em silhuetas a partir de fotografias realizadas em campo, com objetivo de enfatizar a memória e contribuição da raça negra para a formação da cultura nacional. O trabalho em geral reafirma a presença das manifestações culturais afro-brasileiras, patrimônio cultural imaterial, no contexto da cidade de Uberlândia/MG. A discussão se baseia no processo criativo de silhuetas negras representadas em adesivos pretos, se constituindo como pintura “não-tinta”, que nesse contexto permite o diálogo com outras linguagens.
 
Wilson Filho Ribeiro de Almeida (UFU – NUPPE)
As pinturas da série “Os Encantos de Medeia”, de Wilson Filho, e seu processo de criação: registros do autor
O objetivo desta comunicação é apresentar ao público algo sobre o processo de criação da série de dezesseis pinturas intitulada “Os Encantos de Medeia”, exposta em 2014 no Espaço Expositivo ITV, em Uberlândia-MG. Esses trabalhos se basearam na peça de mesmo título do dramaturgo setecentista Antônio José da Silva, conhecido como O Judeu. Em primeiro lugar, serão narradas de modo geral a concepção do conjunto e a maneira como foram criadas as imagens a partir do texto. Depois o foco passará para algumas pinturas em particular, cuja criação será comentada mais detalhadamente. A comunicação terá mais o caráter de testemunho do autor, com a apresentação de documentos do processo, embora também possam aparecer breves apontamentos teóricos.
 
Gladys Elisa Robles Uribe (UFU – NUPPE)
En-tierra viva: natureza e materialidade em um processo de criação em artes visuais.
Em meu processo de criação é feita uma experimentação com diversos materiais vindos da natureza e da terra, possibilitando a concepção de obras visuais, sendo o processo de criação uma parte importante para a elaboração das obras. O trabalho está relacionado com a tradição e o labor da vida no campo, com mitos e crenças que inculcam o respeito pela Terra implicados em formas de vida que vão se tornando, gradualmente extintas.
 
18 de novembro (Terça-feira: tarde e noite)
14:00 - 16:30 Mesa 01 - Local: bloco 5R auditório A
Processos de criação: diversidades
Mediação: Dayane Justino (NUPPE)
 
Regma Maria dos Santos (UFG / UFU – PPHIS / História)
Memória no processo de criação de Rachel de Queiroz
O processo de criação de Rachel de Queiroz (1910 -2003) - romancista, jornalista, tradutora, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira, será abordado num recorte à sua produção de crônicas, em que a memória se apresenta como elemento fundamental, envolvendo as lembranças que Rachel tem do sertão e marcada pela presença dos tipos regionais nordestinos.
 

Iara Helena Magalhães (UNITRI, Administradora da Casa de Cultura de Uberlândia)
Dois pontos- Júlio Bressane apresenta São Jerônimo

No filme, os documentos sobre Jerônimo se constituem como passagens críticas, ora se aproximam da verossimilhança e ora se afastam dela, para novamente remeterem a outra espécie de documento, o filme sendo encenado. Todavia, o filme não se situa no inverso da ficção, porque não apaga o gênero, mas inclui na ficção um desejo de documento sendo feito entre os seus desejos, um discurso reinvestido de ficção, e uma ficção revestida do desejo de documento.

 

Aninha Duarte – Ana Helena da S. D. Duarte (UFU - IARTE/ Artes Visuais)
A potência da memória no processo criativo

A reflexão aborda algumas frações de meu processo de criação, permeando as experiências, o repertório, as motivações, as apropriações, materialidades, as mutações e os trajetos perseguidos e percorridos durante as instigações teóricas e plásticas de minha pesquisa. Nesse percurso sensível, enfatizo o conflito, o previsível, o imprevisível, o conhecido, o estranho, os enfrentamentos, os deslocamentos e os diálogos multidisciplinares traçados com a Semiótica, com a Religiosidade e a Cultura “Popular”. O objetivo é reflexionar e salientar alguns sentidos das memórias individual e coletiva nos meandros da pesquisa.

 
19:00 Abertura - Local: bloco 5R auditório A
19:30 Conferência
O museu imaginário: novas perspectivas
Prof. Dr. Marco Garaude Giannotti (Universidade de São Paulo – USP / ECA)
Pintor e professor da Escola de Comunicação e Artes da USP. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1988), Mestrado em Filosofia pela FFLCH/USP (1993), Doutorado em Artes Plásticas em (1998), Livre-Docência em Artes (2005) pela Universidade de São Paulo e Presidente da Comissão das Relações Internacionais da ECA/USP - CRInt.
 
19 de novembro (Quarta-feira: manhã)
08:30 - 11:00 COMUNICAÇÕES - Local: bloco I sala 235
Processos de criação: diversidades
Mediação: Roberta Maira de Melo Araújo (UFU / NUPEA)
 

Márcia Maria de Sousa (UFU - NUPEA)

O NUPEA - NÚCLEO DE PESQUISA EM ENSINO DE ARTE

Como grupo de pesquisa focado na formação do professor de arte, em 14 anos de existência tem mobilizado seus membros para o estudo das questões metodológicas que permeiam a prática docente do professor de artes visuais, entre elas, a leitura de imagens, as metodologias contemporâneas de ensino e o processo de criação. Nessa perspectiva, as produções e pesquisas dos membros do NUPEA apresentam ressonâncias das leituras empreendidas nesse sentido, ampliando as possibilidades de debate e reflexão nesse campo.

 

Marileusa Reducino (UFU - NUPEA)
Bricolagem de artistas, pinturas e lugares

Nossa pesquisa está imbricada nos universos da História e das Artes Visuais, ancora-se em quatro trabalhos figurativos de quatro artistas uberlandenses, Ido Finotti, Geraldo de Queiroz, Hélvio Lima e Glayson Arcanjo, e, nos permite perceber que a história da cidade de Uberlândia dissolve-se em fragmentos historiográficos de histórias de vidas destes artistas e das histórias dos seus processos de criação.

 
Cíntia Guimarães (UFU – NUPEA)
Quando falo Paulo Bruscky...
Esta pesquisa se propõe a escrever uma história biográfica artístico-intelectual dos sistemas e dos processos de criação. Para tal tarefa, o desejo de “narrar e compreender” ganhou potência na figura e nos encontros com a vida, a trajetória, a obra e a experiência de um artista, Paulo Bruscky.
 
19 de novembro (Quarta-feira: tarde e noite)
14:00 - 16:00 Mesa 02 - Local: bloco 5R auditório A
Processos de criação: diversidades
Mediação: Maria José Carvalho (NUPPE)
 
Cláudia França (UFU / IARTE / ARTES VISUAIS)
Dinâmica do Processo de Criação em Arte: considerações acerca da repetição
A fala levanta alguns passos tomados pelo estudante de artes em sua conduta criadora. Levantamos nove etapas operacionais, que vão desde o enunciado de um tema, supostamente dada por um professor, à resposta elaborada pelo aluno, o que comumente compreendemos como a finalização de um exercício. O levantamento dessas etapas nos dão condições para a elaboração de um desenho esquemático de um provável percurso acadêmico do estudante. A partir desse traçado, gostaríamos de dar relevo à repetição como operação constitutiva do fazer artístico.
 

Enivalda Nunes Freitas e Souza (UFU / ILEEL)
O transpoema de Dora Ferreira da Silva

Nesta exposição, pretendo mostrar que a concepção de arte poética em Dora Ferreira da Silva (Conchas- SP, 01/07/1918 — São Paulo, 06/04/2006) é fortemente marcada pela idéia de inspiração. O poema vem. Mas esse é somente o princípio de sua técnica. A poeta encontrou nas traduções que fez, nos ensaios que publicou e nas reflexões sobre arte, filosofia e religião, procedimentos que se incorporaram definitivamente à sua arte poética.

 
Ana Carneiro (UFU / IARTE / TEATRO)
Rastos: reflexão sobre os princípios que orientam meus processos de criação
A partir de sinais significativos e constantes de minhas práticas como atriz e diretora de teatro, procuro refletir sobre esses procedimentos e, dessa maneira, desvelar os princípios que orientam os processos criativos por mim desenvolvidos, bem como reconhecer as procedências de suas origens e as formas como são reprocessadas no meu fazer criador.
 
19:30 Conferência - Local: bloco 5R auditório A
Crítica de Processo: uma possível senha para compreender a criação
Profª. Drª. Cecilia Almeida Salles (PUC – PPGCS)
Professora titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP. Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Processos de Criação. Foi curadora do evento Redes da Criação 2008 (Itaú Cultural). Autora dos livros Gesto inacabado (1998), Crítica Genética (2008), Redes da Criação (2006) e Arquivos de Criação: arte e curadoria (2010). Dirige a editora e o espaço cultural Intermeios: casa de artes e livros em São Paulo/Brasil.